Lançamento Livro Ebook Romance Contemporâneo Fantasia Literatura Nacional

Towards Tomorrow – Culpas

Ayura nunca poderia ter imaginado as consequências que aquele encontro foi capaz de desencadear. Finalmente tem o homem que ama em seus braços! E o melhor: ele a aceitou por quem ela é, com suas alegrias e tristezas, improbabilidades e incertezas.

Por que então, tanto tempo depois, o destino parece lembrar de sua existência e resolve pregar-lhe mais peças? Não tinha sofrido o bastante? Não é digna de aproveitar a companhia e experimentar um “felizes para sempre”?

O mistério envolvendo o acidente na tumba milenar egípcia não vai ser esquecido assim, tão facilmente, e vai evocar novos segredos, intrigas e intersecções de tramas entre amigos, conhecidos e outros alguéns que ainda estão por vir. Há quem saiba demais, há quem saiba de menos e ela está decidida a não se deixar enganar pelas aparências. Quer… esclarecimentos e vai buscá-los  a qualquer custo.

Nunca pensou que se encontraria nessa situação. Nunca. E pensar em tudo o que teve que fazer.

___

 

Adam não consegue tirar Ayura de seus pensamentos. Um olhar foi o que bastou para deixá-lo fascinado pela garota morena que avistou entrando no restaurante e convencê-lo a investir e mover céu e terra a fim de uma chance de conhecê-la. Foi, ele não nega, a melhor decisão de sua vida, não importa a reviravolta que a mesma tenha sofrido por causa dela. Ele finalmente a tem para chamar de “sua”.  

Mas… por quanto tempo? Ele é humano, ela não. E essa peculiaridade a seu respeito vai se evidenciar mais e mais no relacionamento senão improvável do casal.

Nunca uma mulher exerceu tamanho controle sobre ele. Nunca. E pensar que ela se foi.

 


SINOPSE

— por PAULA B. BIANCULLI

“Não.
Não, não pode ser.
M-minha nossa!
Esse tom de azul! […]
Assisto Adam retirar a aliança da caixinha e, como se fosse possível, evoluo de gelo para pedra granito, fincando no chão, enquanto ele se abaixa — sem tirar os olhos de mim — em um joelho só.
— Ayura, sei que já perguntei e também sei que já tenho sua resposta. Sou o homem mais feliz do mundo, mas gostaria de fazer isso direito, como você merece. […] Você me tirou o chão desde o momento em que te vi. Não fui capaz de pensar em mais nada e em mais ninguém e tem sido assim desde então. Sua companhia é tudo para mim. Seu sorriso me cativa. Prometo que vou sempre fazer tudo o que estiver ao meu alcance para vê-la feliz. Então, você me daria a honra de mais um “sim”? Você aceitaria se casar comigo e ser minha esposa pelo resto da vida?
O mundo continua parado, mas de algum modo está se movendo. Adam pisca, ansioso, o sorriso enorme no rosto. Eu copio seu gesto algumas vezes e pisco como se para clarear as ideias, antes de conseguir me fazer balançar a cabeça em positivo, muito incapaz de esboçar qualquer outra reação.
— Sim. — Me obrigo dizer. Me obrigo, não porque não queira, mas porque esse é, de algum modo, o primeiro pedido de casamento próprio que me fora feito na eternidade. — Sim, em todas as línguas. “

Ayura e Adam retornam ao centro das atenções, acompanhados, agora, de uma presença maior e mais constante de Plia e Dominic, que se preparam para assumir papéis de maior destaque na trama. É interessante (e empolgante) ver como eles vão conquistando seu espaço no decorrer dos capítulos, de modo a poder se oferecer como pilares de sustentação para os protagonistas – melhor amiga e irmão.
O relacionamento de Ayura e Adam desafiou as probabilidades desde o início e, embora se mantenha firme na batalha contra obstáculos pertinentes ao mundo humano e pareça ser inabalável até uma noite ligeiramente mais quente de Dia dos Namorados, não está pronto para ouvir o tão sonhado “e viveram felizes para sempre” por ser justamente tão humano quanto um relacionamento pode ser. Fato é que (e ainda bem) a autora dá indícios de que o relacionamento é, apesar de tudo, real, ao que discussões de temperamento e “alguém tem que ceder” tomam cena e mentiras e omissões o alvejam mais e mais. Não obstante, achei muitíssimo interessante, para não dizer poético, o como ela prepara a trama e a quebra, sem o menor remorso, justamente após o que parece ser o momento mais passional e perfeito, de maior confiança, entre as personagens principais.
Adam Keller perde a garota e culpa sua mortalidade por isso, enquanto Ayura abre mão de sua felicidade e do homem que ama para, logicamente, protegê-lo. Os capítulos de Adam assumem, então, um tom mais seco e melancólico, enxuto devido a sua pouca vontade em dialogar com o mundo exterior, ao passo que as falas de Ayura são repletas de descobrimento e paixão.
É em meio a essas mudanças enfrentadas pelas personagens que Plia e Dominic encontram a brecha perfeita para assumir os holofotes e nos contam um pouquinho mais sobre eles, sem, contudo, ofuscar os protagonistas originais.
O ponto alto para mim foi a passagem sobre as origens, não do relacionamento, como o primeiro volume trata, mas de “criação” das personagens Ayura e Plia. Não pude não pegar um gancho ou outro que já estavam presentes no primeiro volume e admito que achei interessante a inserção da mitologia grega na história. Deuses certamente oferecem margem para brincadeiras.
Assim como TT-O, a trama se encerra com a clara indicação de que haverá continuação e deixa questões mais e menos óbvias a serem respondidas. Em suma, embarquei em mais uma viagem com escalas globais propocionada pela autora e não só recomendo o livro, como agradeço pelo embasamento em lendas locais, inovações no campo de energia sustentável e também sobre o renascentista Michelangelo que, mesmo em licença poética, faz sua estréia na trama de um modo bastante audaz.

 


Confira o Book Trailer!

 

Aqui você encontra o livro na Amazon!

E, se quiser a versão impressa, envie um e-mail para hello@carolinabeatriz.com

 

 


*trilha sonora do vídeo (Death by Candlelight) encontrada em freesound.org Créditos a FoolBoyMedia.